| rdfs:comment
| - Partamona vicina Camargo, 1980 (Figs. 62, 146, operária; 81, 110, macho; 165, distribuição; Tabs. II-IX) Partamona (Partamona) vicina Camargo, 1980:11, 18, 21, 23, 45-49,71, 72, 73, 133-142, 144-148; Absy et al., 1984:228, 231. Partamona (Partamona) pseudomusarum Camargo, 1980:16, 21, 23, 49-52,58, 64, 74, 75, 143, 149-158; Absy et al., 1984:228, 229, 231, 236. Syn. nov. Partamona vicina; Camargo, 1988a:294, 306; Roubik, 1989:219, 221; Ramalho et al., 1990:471; Camargo, 1992:81; Camargo, 1994:50. Partamona pseudomusarum; Camargo, 1988b:358; Baumgartner & Roubik, 1989:14, 16; Roubik, 1989:221; Cruz-Landim & Mota, 1990:587, 588; Ramalho et al., 1990:471; Camargo, 1992:81; Mota, 1992:320, 321; Bravo, 1992:864; Camargo, 1994:50, 52; Oliveira, & Morato, 1994:291; Oliveira et al., 1995:16, 18,19
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| abstract
| - Partamona vicina Camargo, 1980 (Figs. 62, 146, operária; 81, 110, macho; 165, distribuição; Tabs. II-IX) Partamona (Partamona) vicina Camargo, 1980:11, 18, 21, 23, 45-49,71, 72, 73, 133-142, 144-148; Absy et al., 1984:228, 231. Partamona (Partamona) pseudomusarum Camargo, 1980:16, 21, 23, 49-52,58, 64, 74, 75, 143, 149-158; Absy et al., 1984:228, 229, 231, 236. Syn. nov. Partamona vicina; Camargo, 1988a:294, 306; Roubik, 1989:219, 221; Ramalho et al., 1990:471; Camargo, 1992:81; Camargo, 1994:50. Partamona pseudomusarum; Camargo, 1988b:358; Baumgartner & Roubik, 1989:14, 16; Roubik, 1989:221; Cruz-Landim & Mota, 1990:587, 588; Ramalho et al., 1990:471; Camargo, 1992:81; Mota, 1992:320, 321; Bravo, 1992:864; Camargo, 1994:50, 52; Oliveira, & Morato, 1994:291; Oliveira et al., 1995:16, 18,19; Nogueira-Neto, 1970:45. Partamona musarum; Engel & Dingemans-Bakels, 1980:350. ?Partamona cupira; Engel & Dingeman-Bakels, 1980:346, 350 (não há dados seguros para identificação da espécie). Melipona pallida pallida; Ducke, 1916:15, 24, 34, 114, 118 (partim), 119, 41a; 1925:409, 420, 340, 411, 42a. (partim). Melipona pallida pallida aberr. rhumbleri; Ducke, 1916:119, 120, (partim) (NW de MT, Coxipó). Trigona rhumbleri; Silvestri, 1902:153, 155, Figs. 15, 18, 36, (partim); Nogueira-Neto, 1970:41. Trigona pallida; Friese, 1900:389. Trigona (Patera) testacea var. musarum; Schwarz, 1938:476, 477. Trigona (Partamona) testacea musarum; Schwarz, 1940:9; 1948:485; Kerr, et al., 1967:286 (partim); Roubik, 1979:446; ?Cunha, 1973:3, Figs. 2, 3, 4, 5, 6, 7. Ptilotrigona musarum; Nogueira-Neto,1970:42. Diagnose. Abelhas de porte médio a pequenas (l.m.c. 2,3-2,5 mm, c.a.a. 5,2-5,6 mm; Tabs. III, IV). Integumento amarelo, inclusive mesepisternos, sutura epistomal e área ao redor dos ocelos; basitarso e tíbia III por inteiro amarelados ou parcialmente escurecidos. Mandíbula amarela, inclusive côndilos. Flagelo castanho escuro ou castanho amarelado. Estrias paroculares aproximadamente com a mesma largura em toda a extensão (0,8-1,0x diâmetro 2o flagelômero) ou apenas um pouco alargadas embaixo (1,0-1,2x; Fig. 146). Cerdas eretas do vértice, mesoscuto e escutelo amareladas ou ferrugíneas; na metade superior dos mesepisternos amareladas ou esbranquiçadas; na região ventral dos mesepisternos, coxas, trocanteres e esternos, esbranquiçadas; nos tergos, enegrecidas, ferrugíneas ou misturadas. Membrana das asas hialina, raramente levemente ferrugínea; microtríquias pretas; veias méleas mas escurecidas pelas microtríquias. Cerdas do escapo curtas, apenas uma ou duas cerdas na base um pouco mais longas (1,0-1,1x o diâmetro do escapo; Tab. VII). Cerdas eretas das áreas paroculares, ao lado dos alvéolos, mais curtas que o diâmetro do escapo. Cerdas do escutelo 0,9-1,0x o comprimento deste. Área basal do propódeo com faixa mediana glabra aproximadamente tão larga quanto o diâmetro do 2o flagelômero. Dentes da mandíbula pequenos e recuados em relação ao ápice do bordo apical (Fig. 62). Área malar, distância interocelar, distância ocelorbital, tíbia III e comprimento da asa anterior normais (Tabs. V, VI, VIII, IX). Bifurcação da M+Cu geralmente coincidente com a cu-v (raramente levemente anterior). Macho, basitarso III alongado, achatado ou convexo-côncavo; tíbia III estreita (Fig. 81); EVII com a projeção mediana curta e triangular, os chanfros laterais curtos e largos (Fig. 110). Variação. Veja discussão. Macho. Descrição em CAMARGO (1980). Figuras 81, 110. Material-tipo. Holótipo e alótipo, de "Brasil, Mato Grosso, Barra do Garças, 10-24.I.1971, Camargo leg.", ninho 20c; parátipos, de mesma procedência, data e coletor, 12 ops., mais exemplares em álcool, inclusive machos, ninhos 20c, 21c (RPSP). Outros parátipos de, Mato Grosso: Alto Paraguai, 26 Outubro, 1954, A.A. Addor (46 ops., DZUP; 10 ops., RPSP); Chavantina (sic=Xavantina), VII,1962, Alvarenga-Oliveira (12 ops., DZUP); Diamantino, 10-14.II.65, S. Laroca leg. (1 op., DZUP); ibidem, idem 16-II-65 (2 ops., DZUP); Mato Grosso, 2-XI-61, F. M. Oliveira (90 ops., DZUP; 10 ops., RPSP); P. Branca, A. Paraguai, 26 Out. 1954, A.A. Addor (58 ops., DZUP; 6 ops. RPSP); Amapá: Serra do Navio, I.1957, Machado e F. Pereira (23 ops., DZUP; 4 ops., RPSP); Goiás: Aragarças, 13-I-1971, col. Camargo (11 ops., RPSP); ibidem, 13-I-1971, Y. Terada (10 ops., RPSP). Todos os exemplares foram examinados. Distribuição geográfica e hábitat. Floresta amazônica e cerrados do Brasil central (Fig. 165). Nidificação. Em termiteiros vivos fixados em troncos de árvores (CAMARGO, 1980). SILVESTRI (1902) refere-se a P. vicina (= T. rhumbleri) em cavidade subterrânea (prov. equívoco). Hospedeiros identificados: Nasutitermes cf. kenneri Snyder & Emerson, 1949 (ninho no. 20c), Constrictotermes cyphergaster (Silvestri, 1901) (ninho no. 21c), Constrictotermes cavifrons (Holmgren, 1910) (ninho no. 82c), Amitermes excellens Silvestri, 1923 (ninhos nos. 153c, 196c) e Nasutitermes cf. similis Emerson, 1935 (ninho no. 169c). Discussão. Inicialmente, CAMARGO (1980) considerou P. vicina (constituída de 3 populações habitando áreas disjuntas de cerrado) e P. pseudomusarum como espécies distintas, a julgar pela distribuição geográfica dos exemplares com as tíbias III escurecidas (P. vicina) disponíveis para estudo na época. Entretanto, com o acúmulo de material e ampliação da representatividade geográfica, este mesmo autor teve oportunidade de verificar a ocorrência de exemplares com tíbias inteiramente amarelas e com diferentes graus de escurecimento, dentro de ninhos (ninhos 153c, 167c, 169c, 173c, coletados na região do baixo Tapajós, PA). Além disso, alguns exemplares da região de Alvarães, rio Solimões, Amazonas, e algumas outras localidades (cf. material examinado), também apresentam uma pequena mancha, levemente escurecida na porção apical da tíbia III, inclusive os machos. Também, naquela ocasião (CAMARGO, 1980), uma série de exemplares procedentes de Boa Vista - RR, foi equivocadamente interpretada como sendo uma população disjunta de P. vicina, com as tíbias III parcialmente enegrecidas, sendo, na realidade, exemplares pessimamente conservados de P. mourei (retirados de alguma substância fixadora, bastante deformados). Dessa forma, parece que a decisão mais acertada é a de se considerar P. vicina e P. pseudomusarum como uma única espécie (a primeira com precedência pelo número da página em que foi descrita). Ao norte e oeste de sua distribuição, P. vicina pode ser reconhecida por ser a única espécie com integumento totalmente amarelado (inclusive sutura epistomal, áreas ao redor dos ocelos, porção ventral dos mesepisternos, e geralmente, pernas), o que a diferencia inclusive de P. mourei e P. testacea com as quais se sobrepõe (Figs. 164, 165, 167). Além disso, P. vicina apresenta os dentes da mandíbula mais espaçados, quando comparado à P. mourei (Figs. 62, 63), e bem menos recuados em relação a P. testacea (compare as figuras 62 com 60 e 61); em relação à P. testacea, distingue-se, ainda, pela membrana das asas mais clara e a bifurcação de R+M geralmente coincidente com a cu-v (em P. testacea é nitidamente anterior). As demais espécies que ocorrem em simpatria com P. vicina possuem integumento enegrecido ou acastanhado (formas mais claras de P. mulata). As relações filogenéticas de P. vicina, dentro do grupo musarum, não foram esclarecidas; os caracteres estudados são pouco informativos. Se a coloração amarela do integumento, ao menos dentro do grupo, constituir uma derivação única, o candidato mais provável a espécie irmã de P. vicina seria P. mourei. Essa hipótese é plausível quando se consideram os hábitos de nidificação; P. vicina e P. mourei habitam termiteiros arborícolas externos (considerando-se a associação com térmitas como estado apomórfico) e apresentam grande similaridade na estrutura de entrada.
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