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| - Lá nas alturas, modesta e loura, - Do Céu imenso na face nua - A lua branca todo o Azul doura... Ah! se eu pudesse mudar-me em lua: E aquela estrela, tão pequenina Que mal a gente consegue vê-la, Como cintila, casta e divina! Ah! quem me dera ser uma estrela! O lírio branco, cheio de orvalho, Invoca a lua no seu martírio E doce e triste treme no galho... Ah! quem me dera ser como o lírio! Perfume doce bóia nos ares... Virá nas asas de um vaga-lume? Será da terra? Será dos mares? Ah! quem me dera ser o perfume! Terno instrumento suspira ao longe Numa cadência melodiosa... Será na cela piedoso monge?
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| - Lá nas alturas, modesta e loura, - Do Céu imenso na face nua - A lua branca todo o Azul doura... Ah! se eu pudesse mudar-me em lua: E aquela estrela, tão pequenina Que mal a gente consegue vê-la, Como cintila, casta e divina! Ah! quem me dera ser uma estrela! O lírio branco, cheio de orvalho, Invoca a lua no seu martírio E doce e triste treme no galho... Ah! quem me dera ser como o lírio! Perfume doce bóia nos ares... Virá nas asas de um vaga-lume? Será da terra? Será dos mares? Ah! quem me dera ser o perfume! Terno instrumento suspira ao longe Numa cadência melodiosa... Será na cela piedoso monge? Ah! quem me dera ser uma rosa! O sonho vive dentro em meu seio, Garrulo e meigo, doce e risonho, Cheio de luzes, de aurora cheio... Ah! quem me dera ser como o Sonho! Ouvem? As aves já vêm cantando, As estrelinhas tomam seu véu... É tempo de irmos também chegando... Ah! quem me dera subir ao Céu!
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