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| - Velho Tema:IV-Eu não espero o bem que mais desejo...
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| - Eu não espero o bem que mais desejo: Sou condenado, e disso convencido; Vossas palavras, com que sou punido, São penas e verdades que sobejo. O que dizeis é mal muito sabido, Pois nem se esconde nem procura ensejo, Em vosso olhar, severo ou distraído, E anda à vista naquilo que mais vejo. Tudo quanto afirmais eu mesmo alego: Ao meu amor desamparado e triste Toda a esperança de alcançar-vos nego. Digo-lhe quanto sei, mas ele insiste; Conto-lhe o mal que vejo, e ele, que é cego, Põe-se a sonhar o bem que não existe.
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| - Eu não espero o bem que mais desejo...
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| - Eu não espero o bem que mais desejo: Sou condenado, e disso convencido; Vossas palavras, com que sou punido, São penas e verdades que sobejo. O que dizeis é mal muito sabido, Pois nem se esconde nem procura ensejo, Em vosso olhar, severo ou distraído, E anda à vista naquilo que mais vejo. Tudo quanto afirmais eu mesmo alego: Ao meu amor desamparado e triste Toda a esperança de alcançar-vos nego. Digo-lhe quanto sei, mas ele insiste; Conto-lhe o mal que vejo, e ele, que é cego, Põe-se a sonhar o bem que não existe.
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